Nunca é demais lembrar Todos não somos de mais para compor o muito que ainda está mal!

MARP
A mulher rural

A terra e a água são produtos da natureza! Há milhões e milhões de anos que os verdadeiros donos da terra e da água eram as populações que as habitavam, que delas retiravam, sempre da terra e do mar, o que achavam necessário para a sua alimentação e sobrevivência. Em toda a terra essas populações eram livres de transitar e de se instalar em qualquer região do planeta, onde melhor se sentiam, a fim de resistir às adversidades do tempo que fazia de região para região, adaptando-se ao clima sem qualquer obstrução.

A história ensinamos que a partir da criação de todos os impérios desde os mais remotos até aos de hoje e de mãos dadas com religiões, que eles próprios criaram, apoderaram-se de toda a terra em todo o planeta, através de guerras contínuas confiscando-lhes não só a terra como todos os seus bens, fazendo das populações seus escravos obrigando os homens a ir para as guerras que esses impérios forjavam, uns contra os outros, sempre com intensão de possuir mais e mais terras e populações, impondo religiões por eles criadas, através de mitos, para melhor dominar esses povos, religiões essas que tanto no passado como no presente, todas têm as mãos sujas de sangue humano.

Apenas gostaria de citar a guerra entre populações de duas religiões (na Irlanda do Norte), onde se mataram populações entre cristãos e protestantes quando na boa verdade o Deus de uns é o de outros.

Há mais de dois mil anos que existe uma guerra contínua entre Israel – Judeus e a Palestina onde se continuam a matar pessoas inocentes, crianças que nem se quer ainda sabem falar. Será que o Deus que eles adoram, uns e outros, estará de acordo com o que ali acontece?

Se ainda existisse a inquisição em Portugal eu era um cidadão que era chicoteado, ou enforcado ou queimado vivo porque não acredito em nenhuma religião, acredito na natureza, nos homens e nas mulheres que a natureza criou e apenas nas pessoas de bom senso. As religiões praticaram crimes oriundos em todo o planeta, no passado mas também actualmente, e pouco melhorou, vejamos o que se passa no planeta depois que inventaram o dinheiro, muitos vivem com o resto dos outros; isto tem um nome escravidão. Então não é verdade que só no meu país há mais de vinte anos que existiam mais de dois milhares e meio de portugueses abaixo do limiar da pobreza e ainda actualmente a comunicação social levou para o ar, para os portugueses ouvirem que actualmente há um milhão e quatrocentas mil pessoas passando fome enquanto uns poucos cada vez mais riqueza acumulam. Então não é verdade que no planeta terra vinte e cinco milhões de almas passam fome e 50% são crianças, só este ano de 2018 são mais 500 mil, isto são notícias do programa 360 da RTP e muitas destas crianças são do sexo feminino que não se sabe ao certo se não são vendidas como produtos, esta é a minha opinião.

Em cada cinco minutos no planeta morre uma criança à fome e a sede, em Portugal existem pessoas que se alimentam de produtos nos caixotes do lixo, não será isto escravidão? Enquanto um senhor que foi funcionário do banco de Portugal tem uma reforma de dez mil contos – 50 mil euros e como ajudou a vender EDP aos chineses recebe como director da EDP mais 50 mil euros e não sei se ministro das finanças do governo português não recebe mais alguma verba! Isto é um verdadeiro atentado à dignidade de muitos portugueses que têm uma simples reforma que não lhes dá para levantar os medicamentos na farmácia de que necessitam. Especialmente muitos agricultores e agricultoras.

Em relação ao distrito da Guarda tal como todo o interior do país, neste momento a desertificação humana levou a extremos nunca imagináveis.

Produziam-se no distrito da guarda há 3 ou 4 décadas, milhares de toneladas de batatas, milhares de toneladas de cereais, de carne, de frutas, de leite e queijo da serra da estrela.

As mulheres desde muitos séculos tomaram a seus ombros a cultura das terras quando muitos dos homens foram para as guerras e actualmente muitos tiveram que emigrar, por isso as aldeias estão a ficar completamente desertas, sendo elas o único pilar que ainda resiste. Cultivando a terra e ajudando, tantas vezes a criar os netos.

Neste momento sinto-me indignado para não dizer revoltado, porque a comunicação social anunciou mais um assassinato de uma mulher, com os meus 90 anos de idade condeno totalmente estes homens que aplicam às suas esposas ou companheiras a pena de morte só porque se consideram donos delas, será que nada se pode fazer? Devíamos começar pelas escolas, respeitarem-se uns aos outros, por este andar não sei onde o país vai chegar!

Ninguém é dono de ninguém, todos somos iguais como reza a nossa constituição, aos casais que entram em desacordo, aconselho a que se sentem a uma mesa e que cheguem a um acordo de cada um seguir o seu caminho, talvez seja esta a melhor opinião que eu possa dar, porque desta forma não vêm a sofrer muitas vezes, terceiras pessoas que são os filhos. As mulheres continuam a ser discriminadas, veja-se que a nossa constituição garante trabalho igual, salário igual, mas ainda á pouco a comunicação social anunciou que as mulheres em Portugal fazendo o mesmo serviço ganham 15% a menos que os homens, e eu António Machado, pergunto a quem de direito. Porquê?

Ainda quanto há discriminação, deixo aqui um apelo e pergunto por que razão ou motivo as empresas ao saber que as trabalhadoras estão grávidas ou que vão engravidar mandam-nas para casa ou não as contratam.

Que tipo de sociedade queremos criar ao barrar o empregos às mulheres, elas que são o pilar das novas gerações!? Por esse motivo a maioria nem constituiu família - casar, nem pensam em ter sucessores – filhos, para que possam trabalhar e ter o seu sustento.

O que há a fazer? Na minha opinião é criar condições para que os jovens, sim, porque temos a juventude mais culta deste país desde que ele existe, em vez de emigrarem possam constituir família no nosso país a fim de renovar as gerações vindouras e aplicar os seus conhecimentos para benefício da pátria.

A terra não pertence ao homem,
O homem pertence á terra,
Tudo o que acontece à terra,
Acontecerá aos filhos da terra,
O homem não tem a rede da vida,
Este é só um dos seus fios,
Aquilo que ele fizer à rede da vida,
O fará a si próprio.

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