Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas

A MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas surgiu da necessidade sentida pela generalidade das mulheres – sejam elas agricultoras, técnicas ou com qualquer outra ligação ao Mundo Rural – e, participando em diversas Associações, de se organizarem para intervirem na defesa dos seus interesses e direitos para melhor participarem na definição das estratégias e objetivos para o desenvolvimento integrado e para promoverem melhores condições de vida.

A MARP pretende potenciar o desenvolvimento rural facultando um modelo simples e objetivo de planeamento, conceção e implementação de projetos rurais integrados e conceber produtos/instrumentos, cujas práticas metodológicas e aplicação permitam a requalificação e valorização de uma atividade tradicional.
A Associação apresenta de forma clara e sintética os seus principais objetivos baseados sobretudo na igualdade de género e oportunidade, no aumento da competitividade
dos sectores agrícola e florestal, a promoção da sustentabilidade dos espaços rurais e
dos recursos naturais. A revitalização económica e social das zonas rurais, reforçando 3 assim a coesão territorial e social, auxiliando na promoção da eficácia da intervenção dos agentes públicos, privados e associativos na gestão sectorial e territorial atuando essencialmente através da diminuição de custos de contexto e do acompanhamento adequado da política à situação/evolução das zonas rurais.
Acresce que, desempenha um papel ativo no apoio à ação dos agentes envolvidos no desenvolvimento rural favorecendo e potenciando o encontro entre a procura e a oferta de informação, de experiência e de conhecimento, utilizando os meios adequados fundamentalmente através de formação e atividades em contexto presencial em função dos objetivos a atingir, dos conteúdos e do público-alvo.

A concretização desta missão exige uma rede estruturada, que dê voz aos agentes presentes no território para perceber as suas principais dificuldades e propostas de atuação, e que seja capaz de responder através da promoção de iniciativas adequadas. Em paralelo, a MARP introduz novas temáticas, estimulando e alargando o debate, de potenciar a produção e a utilização de novos conhecimentos, importante e fundamental nos dias que vivemos, especialmente em locais mais expostos à desertificação.

Neste sentido, assume papel fundamental a interligação da formação com a implementação da política de desenvolvimento rural que lhe permite a realização de um conjunto de projetos em várias áreas e a utilização de um conjunto de processos e procedimentos de gestão que, necessariamente, se consubstanciam em experiências com significativos níveis de sucesso. Os projetos ou práticas bem-sucedidas, a nível da integração social, empresarial, ambiental, pelo seu carácter inovador, gerador de riqueza e emprego, de eficiência ambiental, tal como a identificação de efeitos acrescidos resultantes de práticas de cooperação, de concertação, de divulgação, constituem uma mais-valia significativa que deve ser colocada ao serviço do desenvolvimento rural.

A MARP contribuiu para criar condições que possam vir a ser úteis nos processos de avaliação e que contribuam para uma melhor resposta das políticas às ameaças e oportunidades que se colocam aos territórios rurais.
O diagnóstico realizado no âmbito da Estratégia Nacional da MARP para o Desenvolvimento Rural e a análise dos resultados do último período de programação permitem traçar um quadro de necessidades sociais a que os novos programas se propõem responder e que para tal submetemos a presente candidatura.

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